Fadas I
Detrás da Montanha da Tempestade,
esconde-se, das Fadas, o maior tesouro...
Nele não encontraremos prata nem ouro,
E sim, dos homens, a derradeira verdade.
Aventuraram-se, arás deles, bravos cavaleiros...
Heróis de escudos reluzentes, de capa e espada,
que, ao tentarem concluir tão utópica jornada,
Quedaram-se derrotados, em vesano desespero...
E por que eu, pobre Bardo, ousaria cobiçar
o maior tesouro das Fadas, alcançar,
Quando não passo de um humilde trovador?
"Engana-se, sombrio Bardo da beleza,
Pois o resouro não é somente de riquezas,
E sim, o mais invejado dos tesouros: o amor!"
Detrás da Montanha da Tempestade,
esconde-se, das Fadas, o maior tesouro...
Nele não encontraremos prata nem ouro,
E sim, dos homens, a derradeira verdade.
Aventuraram-se, arás deles, bravos cavaleiros...
Heróis de escudos reluzentes, de capa e espada,
que, ao tentarem concluir tão utópica jornada,
Quedaram-se derrotados, em vesano desespero...
E por que eu, pobre Bardo, ousaria cobiçar
o maior tesouro das Fadas, alcançar,
Quando não passo de um humilde trovador?
"Engana-se, sombrio Bardo da beleza,
Pois o resouro não é somente de riquezas,
E sim, o mais invejado dos tesouros: o amor!"
10/9/98
Fadas II
Então, bela Fada, anjo de esplendor,
O que dizes deixa-me quase perplexo!
Por que, de todos os tesouros, o mais sem nexo,
É esta sinistra ilusão, que chamas amor?
"Oh, insano Trovador... E o que mais seria?
Que propósito faz dançarem seus dedos
no alaúde, e por que teu coração gela de medo,
Ao recusares, estupefato, tal honraria"?
Mas não recuso! Apenas ignoro solenemente...
Não tenho a menor vontade de ranger meus dentes,
E, na madrugada, suportar calafrios...
"Atenta para teu destino, Trovador da maldade,
pois esta é a mais enigmática verdade:
A sedução do amor se faz nos arredios!"
Então, bela Fada, anjo de esplendor,
O que dizes deixa-me quase perplexo!
Por que, de todos os tesouros, o mais sem nexo,
É esta sinistra ilusão, que chamas amor?
"Oh, insano Trovador... E o que mais seria?
Que propósito faz dançarem seus dedos
no alaúde, e por que teu coração gela de medo,
Ao recusares, estupefato, tal honraria"?
Mas não recuso! Apenas ignoro solenemente...
Não tenho a menor vontade de ranger meus dentes,
E, na madrugada, suportar calafrios...
"Atenta para teu destino, Trovador da maldade,
pois esta é a mais enigmática verdade:
A sedução do amor se faz nos arredios!"
10/9/98
Fadas III
Arredio sim, mas suscetível a encantos...
Nunca existirá, neste mundo sombrio,
Mulher capaz de dominar meus brios,
Por vil paixão alguma cairei em prantos.
Porém, bela fada, vossa etérea beleza
não pertence a nosso mundo de decepções.
E é por esta dádiva que me visto de ilusões,
E escapo da prisão de minha alma com destreza.
"Oh, Bardo, tenho pena de vosses ideais!
Se teu pobre coração não se contenta com mortais,
Como almejas alcançar o amor de uma fada?"
É que carrego em mim a mais triste verdade:
"Vagarás por este mundo sem que conheça felicidade!"
E este sempre será meu estigma, doce amada...
Arredio sim, mas suscetível a encantos...
Nunca existirá, neste mundo sombrio,
Mulher capaz de dominar meus brios,
Por vil paixão alguma cairei em prantos.
Porém, bela fada, vossa etérea beleza
não pertence a nosso mundo de decepções.
E é por esta dádiva que me visto de ilusões,
E escapo da prisão de minha alma com destreza.
"Oh, Bardo, tenho pena de vosses ideais!
Se teu pobre coração não se contenta com mortais,
Como almejas alcançar o amor de uma fada?"
É que carrego em mim a mais triste verdade:
"Vagarás por este mundo sem que conheça felicidade!"
E este sempre será meu estigma, doce amada...
15/9/98
Fadas IV
"Mas, de onde vem esta sinistra atração,
Por que, na beira do abismo, teimas em caminhar?
Não foste tu o escolhido, de Afrodite, o avatar,
Que divulga o belo amor em forma de oração?"
Ah, Afrodite, deusa ingrata e cruel!...
Deste-me o poder de semear o amor,
Que, em meus ouvidos, soa como dor,
E torna-me, de minha desgraça, o menestrel...
É por isso que sou tragado pela solidão...
É daí que vem, pelo abismo, a atração,
De saber-me impotente perante a tais magias!
Vou caindo em desgraça, de paixão em paixão,
Com meu alaúde encanto o mais duro coração,
E nas trevas banho meu rosto em lágrimas frias...
"Mas, de onde vem esta sinistra atração,
Por que, na beira do abismo, teimas em caminhar?
Não foste tu o escolhido, de Afrodite, o avatar,
Que divulga o belo amor em forma de oração?"
Ah, Afrodite, deusa ingrata e cruel!...
Deste-me o poder de semear o amor,
Que, em meus ouvidos, soa como dor,
E torna-me, de minha desgraça, o menestrel...
É por isso que sou tragado pela solidão...
É daí que vem, pelo abismo, a atração,
De saber-me impotente perante a tais magias!
Vou caindo em desgraça, de paixão em paixão,
Com meu alaúde encanto o mais duro coração,
E nas trevas banho meu rosto em lágrimas frias...
15/9
Fadas V
Linda fada, o que dizes de minha sina,
Será que não consigo penalizar vossa alma?
Pois vejo que nada perturbaste vossa calma,
E manténs, ainda, a cruel máscara feminina...
"Tua comédia de erros aqui está acabada.
Por que ousaste seduzir, com a fala doce,
Como se qualquer prostituta mortal fosse
a mais bela e encantada de todas as fadas?"
"Ou pensaste que vossa farsa não percebi?
Que todas as lamúrias sentidas que ouvi
Não foram apenas artifícios de tua sedução?"
"Por isso vagarás só, na eternidade, a sofrer...
E pagarás caro por tua audácia, a me escolher:
Acrescento cruelmente, à de Afrodite, a minha maldição!"
Linda fada, o que dizes de minha sina,
Será que não consigo penalizar vossa alma?
Pois vejo que nada perturbaste vossa calma,
E manténs, ainda, a cruel máscara feminina...
"Tua comédia de erros aqui está acabada.
Por que ousaste seduzir, com a fala doce,
Como se qualquer prostituta mortal fosse
a mais bela e encantada de todas as fadas?"
"Ou pensaste que vossa farsa não percebi?
Que todas as lamúrias sentidas que ouvi
Não foram apenas artifícios de tua sedução?"
"Por isso vagarás só, na eternidade, a sofrer...
E pagarás caro por tua audácia, a me escolher:
Acrescento cruelmente, à de Afrodite, a minha maldição!"
15/9
Rodrigo Santos
Rodrigo Santos
Um comentário:
Que porcaria... Esse cara se diz poeta?
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